Líbia: Diplomacia da guerra do general Haftar

Na Líbia, doze dias após o início da ofensiva em Tripoli pelos homens de Khalifa Haftar, o registro continua a aumentar. Na segunda-feira, abril 15, foi 147 morto e 614 ferido, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Militarmente, as posições não se moveram por vários dias. Haftar decidiu encontrar ajuda de seus aliados estrangeiros.

Nas últimas horas, Khalifa Haftar abandonou seu uniforme como líder militar para endossar o de um negociador. Depois de uma visita ao Cairo no domingo, o líder do autoproclamado " Exército Nacional Árabe Líbio Poderia recorrer a seus países aliados do Golfo.

Não é mais, como nos primeiros dias da ofensiva, obter apoio diplomático, mas ajuda concreta no terreno. O tempo joga contra os homens de Haftar. Suas unidades mais avançadas estão começando a ser cercadas nos subúrbios de Trípoli.

Se nada tiver filtrado oficialmente seu encontro com o presidente Abdel Fattah al-Sissi, um auxílio aéreo provavelmente foi mencionado. Aviões egípcios apoiaram Haftar durante sua campanha Derna no leste da Líbia, mas aqui Tripoli está a mais de 1 000 km da fronteira. Os riscos de falha são maiores.

Os Emirados já fornecem equipamento militar sofisticado. Os sauditas prometeram dezenas de milhões de dólares para Haftar por sua ofensiva, segundo o Wall Street Journal. Difícil de obter mais, especialmente quanto mais a conquista de Trípoli arrasa, mais os aliados acham que apostaram no cavalo errado.

Só esta diplomacia guerreira é o único trunfo nas mãos de Haftar. A derrota é proibida se ele quiser continuar a pesar no jogo líbio.

FONTE: http://www.rfi.fr/afrique/20190416-libye-general-khalifa-haftar-diplomatie-guerriere-egypte-pays-golfe